Especialistas afirmam que vestir peças que proporcionam conforto e bem-estar pode contribuir para a percepção positiva da própria imagem.
A relação entre roupa íntima e autoestima tem sido cada vez mais estudada por pesquisadores das áreas de psicologia, comportamento do consumidor e moda. Nos últimos dias, análises divulgadas por especialistas voltaram a destacar que a escolha de determinadas peças pode influenciar a percepção que uma pessoa tem sobre si mesma, independentemente de haver intenção de agradar outra pessoa.
O fenômeno está relacionado ao chamado enclothed cognition, conceito da psicologia que investiga como as roupas podem interferir na forma de pensar, sentir e agir. Segundo os pesquisadores, determinadas escolhas de vestuário podem aumentar a sensação de confiança, conforto e segurança em diferentes situações do cotidiano.
Para especialistas, o principal benefício está na valorização da própria identidade e não na busca por atender expectativas externas.
Como a roupa íntima influencia o comportamento?
A psicologia explica que a forma como uma pessoa percebe sua aparência pode afetar emoções, postura e até mesmo o desempenho em atividades profissionais e sociais. Quando a roupa proporciona conforto e faz sentido para quem a utiliza, há tendência de aumento da autoconfiança.
No caso da lingerie, o efeito não está necessariamente relacionado ao aspecto estético. Materiais confortáveis, bom caimento e identificação com o próprio estilo costumam ser fatores mais relevantes do que tendências de moda.
Esse entendimento também ajuda a reduzir estereótipos associados ao tema, mostrando que a escolha das peças faz parte da expressão individual e do bem-estar.
O que dizem os especialistas?
Psicólogos ressaltam que autoestima é construída por diversos fatores, como relações sociais, saúde mental, experiências de vida e autopercepção. A roupa pode contribuir para essa sensação, mas não é responsável sozinha pela confiança de uma pessoa.
Especialistas em comportamento recomendam evitar comparações com padrões irreais apresentados nas redes sociais e priorizar escolhas que proporcionem conforto, autenticidade e bem-estar.
A crescente valorização do autocuidado mostra que temas antes vistos apenas sob a ótica da moda hoje fazem parte de discussões mais amplas sobre saúde emocional, qualidade de vida e construção de uma relação mais positiva com o próprio corpo.
Fontes:
- Organização Mundial da Saúde (OMS) – Sexual Health
- https://www.who.int/health-topics/sexual-health
- Base para os conceitos de saúde sexual e bem-estar.
- Artigo científico original sobre “Enclothed Cognition”
- Adam H. Adam & Adam D. Galinsky (2012)
- Enclothed Cognition
- Journal of Experimental Social Psychology
- https://doi.org/10.1016/j.jesp.2012.02.008
- Estudo clássico que demonstra como as roupas podem influenciar processos cognitivos e percepção de si.
- UDESC – Moda e vestuário nos cuidados em saúde
- https://www.revistas.udesc.br/index.php/modapalavra/article/view/27681
- Pesquisa sobre a relação entre vestuário, conforto, identidade e bem-estar.
- Revista de Estudos Interdisciplinares
- O vestuário como instrumento para promoção da saúde
- https://revistas.ceeinter.com.br/revistadeestudosinterdisciplinar/article/view/2586
- Pesquisa brasileira mostrando que o vestuário pode contribuir para autonomia, identidade e qualidade de vida.
- SEBRAE – Tendências do Mercado de Moda Íntima
- https://inteligenciademercado.rj.sebrae.com.br/moda/Saiba-as-Tendencias-e-Oportunidades-do-Mercado-de-Moda-Intima
- Relaciona lingerie com funcionalidade, diversidade corporal, conforto e autocuidado.