Pesquisa aponta expansão do setor impulsionada por informação, saúde sexual, autocuidado e quebra de tabus entre consumidores de diferentes faixas etárias.
O mercado brasileiro de produtos voltados ao bem-estar íntimo continua em expansão e tem chamado a atenção de fabricantes, varejistas e especialistas em comportamento. Nos últimos dias, dados divulgados por entidades do setor e empresas de pesquisa reforçaram que o crescimento não está ligado apenas ao aumento das vendas, mas também à mudança na forma como os consumidores enxergam saúde sexual, autocuidado e qualidade de vida.
A tendência acompanha um movimento observado em diversos países, onde o tema deixa de ser tratado exclusivamente como um tabu e passa a integrar debates sobre bem-estar físico e emocional. Especialistas afirmam que a procura por informações confiáveis e por produtos desenvolvidos com foco em segurança e saúde tem contribuído para esse cenário.
Segundo profissionais da área, o consumidor atual pesquisa mais antes da compra, busca orientação de profissionais de saúde quando necessário e demonstra maior interesse por produtos regulamentados e desenvolvidos com base em critérios científicos.
O que explica o crescimento desse mercado?
Pesquisadores apontam que diferentes fatores contribuem para a expansão do segmento. Entre eles estão o envelhecimento da população, maior acesso à informação pela internet, campanhas de conscientização sobre saúde sexual e a redução gradual do preconceito em torno do tema.
Outro fator importante é a valorização do autocuidado. Assim como aconteceu com produtos para saúde mental, alimentação saudável e atividade física, itens voltados ao bem-estar íntimo passaram a ser vistos como parte da qualidade de vida.
Empresas do setor também investiram em embalagens discretas, atendimento especializado e plataformas digitais, tornando a experiência de compra mais confortável para diferentes perfis de consumidores.
Quais cuidados o consumidor deve ter?
Especialistas alertam que nem todos os produtos vendidos pela internet seguem padrões de qualidade ou possuem registro quando exigido. Por isso, é recomendável adquirir itens de fabricantes reconhecidos e observar orientações de uso.
O Ministério da Saúde reforça que saúde sexual envolve prevenção, informação, respeito e acesso aos serviços de saúde. Produtos de bem-estar podem fazer parte desse contexto, mas não substituem acompanhamento profissional quando houver sintomas, dores ou dúvidas sobre saúde íntima.
A expectativa do mercado é que o setor continue crescendo nos próximos anos, impulsionado principalmente pela educação em saúde e pelo envelhecimento da população.
Fontes:
- Organização Mundial da Saúde (OMS) – Sexual Health
- https://www.who.int/health-topics/sexual-health
- Define saúde sexual como parte essencial do bem-estar físico, mental e social.
- Ministério da Saúde – Saúde Sexual e Reprodutiva
- https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-sexual-e-saude-reprodutiva
- Informações oficiais sobre promoção da saúde sexual, prevenção e políticas públicas.
- UNFPA Brasil (Fundo de População das Nações Unidas)
- https://brazil.unfpa.org/
- Conteúdo sobre direitos sexuais, saúde reprodutiva e educação sexual baseada em evidências.
- SEBRAE – Inteligência de Mercado: Mercado de Moda Íntima
- https://inteligenciademercado.rj.sebrae.com.br/moda/Saiba-as-Tendencias-e-Oportunidades-do-Mercado-de-Moda-Intima
- Analisa tendências do mercado de moda íntima, autocuidado e comportamento do consumidor.
- IEMI – Inteligência de Mercado
- https://iemi.com.br/internet-integra-se-ao-habito-de-compra-de-lingerie/
- Estudos sobre consumo de moda íntima no Brasil, comportamento das consumidoras e canais de compra.