Peças transparentes, rendas e lingerie aparente ganham força na moda feminina e transformam a roupa íntima em parte assumida da produção.
A moda transparente continua ocupando espaço entre as principais tendências de sensualidade em 2026, especialmente em produções que transformam a lingerie em elemento visível do visual. Vestidos de renda, tecidos translúcidos, sutiãs aparentes e peças com recortes passaram a aparecer não apenas em produções de passarela, mas também em eventos, tapetes vermelhos e looks de celebridades. O movimento reforça uma mudança na maneira como a roupa íntima é incorporada à composição, deixando de ser necessariamente uma peça escondida para assumir papel estético.
Um dos exemplos mais recentes apareceu em Londres, em setembro, quando Daisy Edgar-Jones participou de uma sessão especial do filme “Sense & Sensibility”. A atriz usou um vestido preto transparente de renda da Shushu/Tong, da coleção primavera/verão 2026, combinado com lingerie rosa vibrante aparente. A produção chamou atenção justamente pelo contraste entre a transparência escura e a roupa íntima em tom de rosa, criando uma estética que mistura romantismo, feminilidade e referências dos anos 2000.
O visual mostra como a tendência pode ser trabalhada sem depender apenas da exposição do corpo. Detalhes como renda, acabamento das peças, sobreposição de tecidos e escolha da lingerie permitem criar diferentes níveis de transparência e sensualidade. Dessa maneira, a tendência pode aparecer tanto em produções mais ousadas quanto em combinações sofisticadas, nas quais a roupa íntima funciona como uma camada adicional do look.
Transparência transforma lingerie em protagonista dos looks
A principal mudança observada na tendência é justamente a passagem da lingerie de elemento funcional para componente visual da produção. Sutiãs, bodies e calcinhas podem aparecer propositalmente sob tecidos transparentes, criando contraste entre as diferentes camadas da roupa. Em vez de tentar esconder completamente a peça íntima, a composição utiliza sua presença para construir a identidade do visual.
A produção de Daisy Edgar-Jones é um exemplo dessa abordagem. O vestido preto transparente utilizado pela atriz apresenta aplicações florais e detalhes de renda, enquanto a lingerie rosa aparece de maneira evidente por baixo da peça. Segundo a Harper’s Bazaar, o resultado combina referências românticas com uma estética mais contemporânea e uma influência visual dos anos 2000.
Outro ponto importante é que a tendência não depende necessariamente de peças totalmente transparentes. Camisas de tecidos leves, saias translúcidas, vestidos com painéis de renda e blusas com detalhes vazados também permitem incorporar a estética de maneira mais discreta. Para quem prefere uma produção menos reveladora, a lingerie pode aparecer apenas parcialmente, criando pequenos pontos de contraste sem dominar o visual.
A escolha da peça usada por baixo também se tornou parte importante da composição. Cores contrastantes, como o rosa usado por Edgar-Jones sob o vestido preto, criam um efeito mais evidente, enquanto tons próximos à pele ou à cor da roupa produzem uma aparência mais delicada. Assim, a mesma tendência pode assumir propostas diferentes dependendo da combinação de cores, texturas e modelagens.
Sensualidade ganha diferentes interpretações na moda feminina
A expansão da moda transparente também acompanha uma mudança na maneira como a sensualidade feminina é apresentada. Em vez de existir apenas por meio de roupas extremamente justas ou decotadas, o conceito aparece em diferentes elementos, como transparência, textura, lingerie aparente, recortes e sobreposições. Isso amplia as possibilidades de criação e permite que cada produção estabeleça seu próprio nível de exposição.
A renda tem papel importante nesse movimento porque combina transparência e feminilidade sem necessariamente revelar todo o corpo. Vestidos, saias e blusas confeccionados com esse material conseguem criar áreas de pele aparente e, ao mesmo tempo, manter outras regiões cobertas. O resultado pode variar bastante de acordo com a construção da peça e com aquilo que é colocado por baixo.
No caso de Daisy Edgar-Jones, a escolha da lingerie rosa trouxe uma característica mais divertida para uma peça predominantemente preta. A W Magazine destacou que o look representou uma mudança em relação às produções inspiradas no período histórico que a atriz vinha usando durante a divulgação de “Sense & Sensibility”. A combinação de renda preta e lingerie colorida passou a impressão de uma sensualidade mais contemporânea e menos convencional.
Essa variedade ajuda a explicar por que a tendência permanece presente mesmo depois de várias temporadas. A transparência pode ser interpretada de maneira romântica, minimalista, retrô ou provocativa, dependendo dos acessórios e das outras peças escolhidas. O resultado é uma tendência que permite trabalhar a sensualidade sem depender de uma única estética.
Lingerie à mostra aproxima moda, feminilidade e atitude
A lingerie aparente também está relacionada a uma ideia de atitude na moda. Quando o sutiã, body ou outra peça íntima é incorporado deliberadamente ao look, ele deixa de ser apenas uma roupa escondida e passa a fazer parte da mensagem visual da produção. Essa escolha pode ser utilizada para criar uma imagem mais ousada, mas também pode funcionar como recurso de styling em propostas elegantes e sofisticadas.
A tendência ainda abre espaço para diferentes interpretações de feminilidade. Uma produção com renda pode transmitir delicadeza, enquanto uma combinação de transparência com peças estruturadas pode criar uma aparência mais marcante. Já cores vibrantes e referências retrô podem aproximar o visual de uma estética divertida, como aconteceu com a lingerie rosa usada por Edgar-Jones em Londres.
Para o cotidiano, a tendência pode ser adaptada por meio de sobreposições. Uma lingerie pode aparecer sob uma camisa parcialmente aberta, enquanto um body pode ser combinado com blazer ou uma saia transparente pode receber uma segunda camada por baixo. Essas alternativas permitem controlar o quanto da peça íntima ficará visível e tornam a proposta mais versátil para diferentes ocasiões.
O crescimento desse tipo de produção também mostra como a moda continua explorando a relação entre roupa íntima e identidade visual. A lingerie não precisa mais necessariamente ficar escondida para cumprir sua função estética. Quando incorporada ao conjunto de maneira intencional, ela pode reforçar a feminilidade, criar contraste e acrescentar personalidade ao visual, mantendo a sensualidade como uma escolha de estilo e não apenas como uma questão de exposição.
Fontes:
- Harper’s Bazaar — Daisy Edgar-Jones usa lingerie rosa aparente em vestido transparente — publicada em 17 de setembro de 2026, aborda diretamente a tendência de vestidos transparentes e lingerie à mostra. (Harper’s BAZAAR)
- W Magazine — Daisy Edgar-Jones aposta em vestido de renda com lingerie aparente — detalha o look da atriz com criação da Shushu/Tong e relaciona a produção à estética ultrafeminina e à sensualidade contemporânea. (W Magazine)
- The Well Project — Claiming Pleasure in the Context of HIV — fonte recente sobre prazer feminino, autonomia corporal, sexualidade e bem-estar, publicada em 15 de setembro de 2026. (The Well Projecct)
- The Well Project — Sexual Health and Pleasure — reúne materiais e discussões sobre saúde sexual, prazer e bem-estar feminino ao longo de 2026. (The Well Projecct)