IA erótica | A tecnologia pode criar sex toys que aprendam nossos desejos?

Kinasta Elphine
Kinasta Elphine
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Tecnologia erótica não é exatamente uma novidade e o mercado está sempre em busca de inovações que melhorem a experiência de seus clientes. E desde que a inteligência artificial passou a ser cada vez mais uma realidade, empresas do nicho têm tentado explorar formas de incorporá-la a seus produtos. Mas dispositivos eróticos da inteligência artificial (IA) realmente cumprem o que prometem?

Especialistas em inteligência artificial acreditam que muitos produtos que estão sendo vendidos como se utilizassem essa tecnologia não passam de dispositivos que apenas respondam a comandos de voz, mas ainda não são artificialmente inteligentes porque não conseguem aprender nada sobre o usuário.

Uma das primeiras tentativas de usar a IA para atualizar um brinquedo sexual, o HUM foi um protótipo de vibrador apresentado em 2014 que prometia ajustar seus padrões de vibração com base nos movimentos do corpo, tudo com a ajuda de sensores que dispensariam a necessidade de pressionar um botão. O HUM nunca saiu do papel, mas a expectativa em torno do produto foi uma amostra do desejo por uma experiência erótica sem esforço.

Principais desafios

Talvez uma das grandes dificuldades de trabalhar em uma programação avançada para aperfeiçoar brinquedos sexuais esteja especificamente no aprendizado da máquina, e em como obter dados de uma experiência sexual inesquecível para ensinar um dispositivo AI sobre sexo.

À venda no mercado, o Lioness é um dos produtos que mais se aproxima da ideia de um vibrador inteligente. Financiado via Indiegogo, ele funciona com a ajuda de sensores que mapeiam a temperatura e os movimentos corporais, além de captar contrações da musculatura pélvica para que o usuário entenda como funciona seu próprio corpo. Esses dados ainda são cruzados com informações do ciclo menstrual para que o dispositivo consiga enfim sugerir posições e frequências que poderiam levar ao orgasmo.

A complexidade do funcionamento do nosso organismo ainda é uma questão a ser superada por dispositivos com IA, e como nem sempre corpo e mente estão em sintonia quando o assunto é sexo, entender padrões de estímulo para ensiná-los a uma máquina pode ser mais complicado do que se imagina. E enquanto brinquedos sexuais inteligentes ainda são uma promessa, autoconhecimento continua sendo mais eficiente do que a mais avançada das tecnologias.

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