Charli XCX posa para a Playboy e fala sobre corpo feminino, lingerie e confiança

Marcus Norwick
Marcus Norwick
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Cantora britânica estrela nova capa da Playboy e transforma sensualidade, lingerie e relação com o próprio corpo em temas centrais da entrevista.

Charli XCX voltou a chamar atenção no universo da moda e da cultura pop ao protagonizar a nova edição da Playboy. Aos 34 anos, a cantora britânica aparece em um ensaio que explora lingerie, transparência e diferentes formas de representar o corpo feminino, enquanto a entrevista aborda sua relação com sensualidade, sexualidade e autoconfiança. A artista conversou com Kylie Jenner para a publicação e afirmou que a sensualidade não precisa estar ligada a uma aparência considerada perfeita.

A escolha da Playboy também ganha significado por ocorrer em um momento em que a publicação tenta construir uma nova identidade editorial. A revista voltou ao formato impresso em 2026 e vem apostando em estrelas da música, da moda e do entretenimento para dialogar com uma audiência contemporânea. Charli é a terceira estrela de capa dessa nova fase, depois de Karol G e Cara Delevingne, segundo reportagem do Yahoo.

Para Charli, o ensaio representa mais do que uma produção visual. A cantora relacionou diretamente a sensação de estar sexy com a confiança e afirmou que gosta de lingerie e da representação do corpo feminino. Na entrevista, ela também destacou que uma imagem sensual não precisa transmitir perfeição, podendo mostrar personalidade e até vulnerabilidade.

Charli XCX coloca lingerie e corpo feminino no centro do ensaio

As fotografias produzidas para a edição de outono de 2026 da Playboy apostam em uma estética marcada pela lingerie, transparência e valorização da silhueta. Segundo a InStyle, Charli aparece em diferentes produções, incluindo uma camisola preta de renda transparente, corset, lingerie e salto alto. O ensaio utiliza a estética sensual como parte da construção visual da cantora, sem depender exclusivamente de uma imagem tradicional de glamour.

A própria escolha das peças reforça uma tendência que vem aparecendo com força na moda: a lingerie deixou de ser necessariamente escondida e passou a ocupar espaço como elemento principal do look. Sutiãs, corsets, rendas e tecidos transparentes são utilizados por estilistas e celebridades para criar produções que exploram o corpo de maneira mais direta. No caso de Charli, essa estética combina com a imagem provocadora que acompanha sua carreira musical.

Na entrevista, a cantora explicou que não associa sensualidade à perfeição física. Para ela, uma fotografia pode ser sexy justamente quando consegue revelar a personalidade de quem está diante da câmera, inclusive quando existe algum grau de vulnerabilidade. Essa visão desloca a ideia de sensualidade de um padrão corporal específico e coloca a atitude e a segurança pessoal como elementos importantes da imagem.

A relação entre lingerie e autoconfiança também aparece na maneira como Charli descreve os momentos em que se sente mais confortável com sua própria imagem. A artista afirmou que se sente especialmente confiante quando está no palco e quando está com o marido, George Daniel. A declaração reforça que, para ela, a sensualidade está relacionada ao contexto e à forma como se sente consigo mesma, e não somente às roupas usadas em uma fotografia.

Sensualidade, confiança e liberdade ganham espaço na fala da cantora

Ao falar sobre o significado de ser sexy, Charli XCX apresentou uma visão que se distancia da ideia de que sensualidade depende exclusivamente de aparência física. A cantora afirmou que, quando se sente sexy, também se sente confiante, estabelecendo uma relação direta entre os dois sentimentos. Para ela, sexo, sexualidade e confiança fazem parte de aspectos importantes de sua identidade.

Essa perspectiva também aparece no próprio posicionamento da nova Playboy. A revista vem tentando apresentar a sexualidade dentro de um contexto mais amplo, combinando ensaios fotográficos com entrevistas sobre relacionamentos, desejo, intimidade e identidade. Segundo o Yahoo, o atual editor-chefe e diretor de marca da publicação, Phillip Picardi, afirma que a intenção é ampliar o papel das mulheres representadas pela revista, incluindo não apenas a perspectiva de serem desejadas, mas também a de expressarem seus próprios desejos.

A presença de Charli nessa nova fase ajuda a reforçar essa mudança de abordagem. A cantora já possui uma identidade pública associada à liberdade, à provocação e à experimentação estética, o que faz com que a participação na Playboy seja apresentada menos como uma transformação de imagem e mais como uma extensão de sua relação com a própria sensualidade. A publicação, por sua vez, utiliza a participação de uma estrela de grande alcance para dialogar com uma geração acostumada a discutir corpo, sexualidade e identidade de maneira mais aberta.

O ensaio também mostra como a moda pode funcionar como uma ferramenta de expressão corporal. Lingerie, transparências e peças ajustadas podem ser utilizadas não apenas para destacar determinadas partes do corpo, mas para construir uma linguagem visual. No caso de Charli, as roupas, a pose e a entrevista trabalham juntas para transmitir uma imagem de segurança e liberdade, aproximando sensualidade de personalidade.

Playboy tenta redefinir sensualidade com novas estrelas femininas

A participação de Charli XCX acontece dentro de uma transformação maior da Playboy. Depois de anos sem uma edição impressa regular, a revista retomou sua publicação em 2026 e passou a investir em nomes conhecidos da música e da cultura pop. Karol G e Cara Delevingne também apareceram nas capas recentes, em uma estratégia que busca aproximar a marca de públicos diferentes daquele que tradicionalmente era associado à publicação.

A escolha das mulheres que aparecem nas novas capas também modifica a forma como a sensualidade é apresentada. Em vez de depender exclusivamente de modelos escolhidas para representar um padrão específico de beleza, a revista passou a trabalhar com artistas que chegam ao ensaio carregando suas próprias identidades públicas. Isso significa que a fotografia passa a ser acompanhada por entrevistas e narrativas pessoais que ajudam a contextualizar a maneira como cada mulher se relaciona com seu corpo e sua sexualidade.

No caso de Charli, a cantora utiliza justamente essa autonomia para explicar o motivo pelo qual decidiu participar da publicação. Ela contou que sempre teve interesse pela Playboy, mencionando seu gosto por lingerie, corpos femininos e sensualidade. Ao mesmo tempo, fez questão de explicar que não considera a perfeição uma condição necessária para que uma imagem seja sexy.

A repercussão da capa também mostra como a relação do público com a Playboy mudou. Segundo o Yahoo, a nova edição despertou interesse significativo entre mulheres e fãs LGBTQIA+, ao mesmo tempo em que levantou discussões sobre o papel atual da revista e sobre quem é o público que ela pretende alcançar. A publicação continua utilizando imagens sensuais, mas tenta acrescentar novas camadas de conversa sobre desejo, identidade e autonomia feminina.

A escolha de Charli XCX sintetiza essa nova fase ao unir música, moda e sensualidade em uma mesma produção. O ensaio coloca o corpo feminino em evidência, mas a entrevista amplia a discussão para confiança, personalidade e liberdade de expressão. Ao falar abertamente sobre lingerie e sobre os momentos em que se sente mais sexy, a cantora apresenta a sensualidade como uma experiência pessoal, ligada à maneira como cada mulher se enxerga e decide mostrar sua própria identidade.

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